Nascimento da Indústria do Zika. Uma nova vacina para os brasileiros

Nascimento da Indústria do Zika. Uma nova vacina para os brasileiros

por Marco Cáceres

Não é preciso muito para criar uma nova indústria. Basicamente, tudo o que você precisa fazer é criar o medo. Criar uma ameaça, um inimigo, e, em seguida, oferecer uma solução para eliminar essa ameaça e derrotar o inimigo, e … você tem o começo de uma indústria. Não importa se nada disso é verdade. Você tem o essencial do que é necessário para dar à luz a uma indústria e, finalmente, um mercado.

Algumas indústrias são criados quando você inventa um novo produto que as pessoas sentem que precisam. Pense no iPhone ou smartphones em geral. Outras indústrias são criadas quando você inventa uma necessidade para que as pessoas sentam que devem ter um produto para cumpri-la. Pense o desafio do presidente Kennedy de colocar um homem na Lua até o final de uma década (1960).

Agora, pense no Zika. Antes deste ano, muito poucas pessoas jamais tinhan sequer ouvido falar do vírus Zika. Agora, praticamente todos no mundo sabem sobre Zika e acreditam que a principal causa de bebês que nascem com cabeças encolhidas (microcefalia) e danos cerebrais no Brasil é que suas mães foram picadas pelo mosquito Zika quando estavam grávidas.

Porque todo mundo acredita nisso? Porque as autoridades de saúde pública do Centro Norte-Americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) são queim estão dissendo isso. 1 Estas agências federais de saúde não apresentaram provas científicas sólidas de uma relação causal.

 Nós estamos sendo solicitados a ignorar o fato de que a teoria de que o Zika faz com a microcefalia tem todos os tipos de buracos escancarados e 2 que existem pelo menos três relatórios ou estudos realizados por organizações da América Latina, que suscitaram sérias dúvidas sobre a ligação Zika-microcefalia. Estas fontes independentes tanto propuseram outra causa dos casos microcefalia no Brasil e não conseguiram determinar um nexo de causalidade entre transtornos do Zika e o cerebrais. 3 4 5

Porque o CDC e NIH proclamaram-lo assim, o vírus Zika foi aceitado para ser uma das maiores ameaças para a humanidade em um longo tempo. No ano passado, o Zika foi um vírus obscuro e relativamente inofensivo conhecido porque não produze sintomas na grande maioria daqueles que contraíram ou apenas sintomas muito leves em uma minoria de pessoas infectadas. Os oficiais do CDC disse que sim.

A maioria das pessoas infectadas com o vírus Zika não vai sequer sabem que têm a doença, porque eles não têm sintomas. Os sintomas mais comuns do Zika são febre, erupção cutânea, dor nas articulações, ou conjuntivite (olhos vermelhos). Outros sintomas comuns incluem dor muscular e dor de cabeça. 2

 A doença é geralmente leve com duração dos sintomas por vários dias a uma semana. As pessoas geralmente não ficam doentes o suficiente para ir para o hospital, e eles muito raramente morrem de Zika. Por esta razão, muitas pessoas podem não perceber que foram infectados. 6

Em poucos meses, no entanto, Zika, de repente se transformou em uma causa célebre, a fonte de grande temor e angústia para o público. Assim, naturalmente, Zika agora se tornou uma indústria, e mais tarde se tornará um mercado. O produto chave nesta indústria nascente será uma nova vacina.

Mas primeiro a chegar serão as empresas que irão desenvolver, produzir, comercializar e vender as vacinas. Em seguida, vêm os financistas que, além de empresas farmacêuticas, incluem governos, investidores privados e organizações internacionais que frente o dinheiro para o trabalho de desenvolvimento na esperança de ganhar lucros espetaculares ou uma solução milagrosa para uma percepção de uma crise de saúde .

Não há falta de jogadores. Por quê? Porque Zika é uma nova indústria, e novas indústrias representam oportunidades comerciais. Dinheiro. O governo dos EUA ofereceu para alavancar o setor, propondo $ 1,9 bilhões para pesquisa do Zika. 7

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou um Fundo das Nações Unidas para o Zika (MPTF) para “financiar prioridades não financiadas críticas na resposta ao surto de Zika.” 8 A OMS anunciou no día 17 de fevereiro de 2016 que iria procurar $56 milhões com seus países membros para ajudar a combater Zika. Entre esses fundos seria dinheiro para o desenvolvimento de vacinas. 9 

Mesmo filantropos ricos, como co-fundador da Microsoft Paul Allen estão fazendo sua parte para estimular esta nova indústria. No día 19 de Fevereiro, de 2016, o Sr. Allen anunciou duas doações no valor de mais de US $ 2 milhões, destinados a combater a Zika. Do total, $ 1,5 milhões irão para a Cruz Vermelha Americana para apoiar os esforços para “controlar os mosquitos que transmitem o vírus e educar o público no Brasil e em outros países latino-americanos” Os restantes US$ 550.000 irão para desenvolver um conjunto de testes rápidos para diagnosticar rapidamente o Zika e diferenciá-lo de doenças com sintomas semelhantes” 10 

Sempre que há muito dinheiro em jogo, os políticos vão se envolver para tentar canalizar alguns. Por exemplo, o senador norte-americano Charles Schumer, de Nova York tem se esforçado para que o Congresso a aprove a solicitação de $1,9 bilhões para pesquisa do Zika. Sen. Schumer espera que alguns desses fundos irão para SUNY Upstate Medical University, em Syracuse, NY.

Referindo-se à solicitação de $ 1,9 bilhão, o senador Schumer disse:

Precisamos conseguir esse dinheiro o mais rápido possível para que instituições como SUNY Upstate possam usar seus conhecimentos para ajudar a conter a propagação de Zika… Se você se preocupa com este país, se você se preocupa com a segurança de mulheres grávidas, se você se preocupa travar esta doença horrível, precisamos passar esse projeto de lei de emergência que permitirá que instituições como SUNY Upstate nos ajudar a entender, tratar e prevenir o Zika. 11 

A corrida é para desenvolver vacinas contra Zika. Parece que quase todos os dias a mídia está destacando uma nova empresa ou instituição que está a entrar na corrida. Até agora, há pelo menos 18 concorrentes de todo o mundo. 12 Por exemplo, não é o próprio Instituto Butantan de renome do Brasil em São Paulo e o NIH, em Bethesda, MD. 12 Há Bharat Biotech International Pvt. Ltd. de Hyderabad, Índia; Sanofi SA de Paris, França; Inovio Pharmaceuticals, Inc. de Plymouth Meeting, PA; NewLink Genetics Corp., de Ames, IA; e Scripps Research Institute de La Jolla, CA. 13

 Há Johnson & Johnson, Inc. de New Brunswick, NJ; Merck & Co. de Kenilworth, NJ;Pfizer, Inc., de Nova York, NY; e, possivelmente, Takeda Pharmaceutical Company Ltd. de Osaka, Japão. 14  Há Protein Sciences Corp. 15 de Meriden, CT e GeneOne Life Science, Inc. de Seul, Coreia do Sul e possivelmente GlaxoSmithKline plc de Londres, Reino Unido. 16 E só no mês passado, Immunovaccine Inc. de Halifax, Nova Scotia, Canadá e empresa de engenharia defesa Leidos, Inc. de Reston, VA anunciou um acordo de colaboração em pesquisa de vacinas contra o Zika. 17 há outros, e provavelmente haverá muitos mais nos próximos anos.

Parece que todo mundo quer ficar na ação. É emocionante ser um dos pioneiros em uma nova indústria com muito potencial de crescimento, especialmente quando se tem esse forte apoio do governo e quando as perspectivas de utilização obrigatória das vacinas são tão promissorias para a indústria. Já se fala sobre o Zika ficará conosco para sempre e se tornara uma daquelas coisas contra o qual iremos rotineiramente vacinar.

O vírus Zika chega no Brasil, e vai ficar aqui. Os Principais especialistas prevêem agora que a doença transmitida pelos mosquitos vai se tornar uma ameaça de baixo nível constante e os brasileiros terão de ser vacinados rotineiramente, como fazemos agora para a rubéola, um vírus que, como Zika, causa defeitos de nascimento. 18

 O que é importante entender é que uma vez que você cria uma indústria rentável, raramente há qualquer volta. Ele está aqui para ficar, até que já não seja rentável.

Fonte: http://www.thevaccinereaction.org/2016/05/birth-of-the-zika-industry/

Referências:

1 Centers for Disease Control and Prevention. CDC Concludes Zika Causes Microcephaly and Other Birth Defects. CDC.gov Apr. 13, 2016.
2 Cáceres M. The Zika-Microcephaly Theory’s Got Big ProblemsThe Vaccine Reaction Feb. 10, 2016.
3 TVR Staff. Report Raises Questions About Microcephaly “Epidemic” in Brazil and Link to ZikaThe Vaccine Reaction Feb. 3, 2016.
4 Cáceres M. Pyriproxyfen Suspected of Causing Microcephaly in BrazilThe Vaccine Reaction Feb. 12, 2016.
5 Cáceres M. Brazilian Study Unable to Determine Causal Link Between Zika and Brain DisordersThe Vaccine Reaction Apr. 14, 2016.
6 CDC. Zika Virus / Symptoms, Diagnosis, & Treatment. CDC.gov.
7 Obama BH. Letter to The Honorable Paul D. Ryan, Speaker of the House of Representatives. The White House Feb. 22, 2016.
8 UN News Centre. UN launches multi-partner trust fund for Zika virus response. United Nations May 6, 2016.
9 Nebehay S. WHO seeks $56 million for plan to combat Zika virusReuters Feb. 17, 2016.
10 Doughton S. Paul Allen donates $2 million to combat spread of Zika virusThe Seattle Tiimes Feb. 19, 2016.
11 Weiner M. Schumer: SUNY Upstate Medical University could help world battle Zika virus. Syracuse.com May 4, 2016.
12 Hayden EC. The race is on to develop Zika vaccineNature Mar. 28, 2016.
13 McKay B, Loftus P. Drugmakers Scramble to Find Zika VaccineThe Wall Street Journal Mar. 6, 2016.
14 Whitman E. Is There A Vaccine For The Zika Virus? Pfizer, Johnson & Johnson, Merck Are Exploring Developing OneInternational Business Times Feb. 3, 2016.
15 Christensen J. How and when will we get to a Zika vaccine? CNN Feb. 12, 2016.
16 Bisserbe N, McKay B. Drug Industry Starts Race to Develop Zika VaccineThe Wall Street Journal Feb. 2, 2016.
17 Leidos (LDOS), Immunovaccine Enter Zika Virus Vaccine Development CollaborationStreetInsider.com Apr. 7, 2016.
18 McKenna M. Zika Is Likely to Become a Permanent Peril in U.S. National Geographic May 4, 2016.

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Microcefalia foi causada pelo uso do Pyriproxyfen diz Jornal Britanico em manchete de hoje

Microcefalia foi causada pelo uso do Pyriproxyfen diz Jornal Britanico em manchete de hoje

Microcefalia foi causada pelo uso do Pyriproxyfen diz Jornal Britanico em manchete de hoje

“As malformações em milhares de crianças de zonas onde o Estado brasileiro acrescentou pyriproxyfen à água potável não são uma coincidência”

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As recentes matérias publicadas pelo jornal britanico Daily Star e do Jornal Zero Hora é grave e precisa ser melhor explicada pelo Governo do Brasil. Uma simples nota do MS não acreditamos seja o suficiente. O nordeste brasileiro tem sido o lixão para esses produtos.

O Estado de Pernambuco é o mais prejudicado com isso. Perde suas crianças, afeta gestantes, a economia, superlota hospitais e cria pânico na população. Curioso, tudo de uma hora para outra.Temos a sensação de que esta faltando alguma coisa nessa história. Não é estranho? De repente pesquisadores de outros países denunciam que pode ter havido erro no uso incorreto do larvicida. É importante saber que o tal Pyriproxyfen é um inibidor de crescimento de larvas de mosquito. Produzido pela Sumitomo Chemical – empresa japonesa que, de acordo com os pesquisadores argentinos, teria parceria com a Monsanto.

Fonte:

 

 

 

 

Nota técnica sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti: os perigos das abordagens com larvicidas e nebulizações químicas – fumacê

Nota técnica sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti: os perigos das abordagens com larvicidas e nebulizações químicas – fumacê

Nota técnica sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti: os perigos das abordagens com larvicidas e nebulizações químicas – fumacê

A Abrasco manifesta-se através da atuação dos Grupos Temáticos de Saúde e Ambiente; Saúde do Trabalhador; Vigilância Sanitária; Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável e ainda Educação Popular em Saúde, sobre a epidemia de microcefalia. O documento pretende aprofundar reflexões, questionamentos e fazer proposições que possam orientar as políticas públicas na intervenção preventiva frente ao surto.

O crescimento exponencial da epidemia de dengue (em 2015, o Ministério da Saúde registrou 1,649,008 casos prováveis desta virose no país e houve um aumento de 82,5% dos óbitos em relação ao ano anterior). A expansão territorial da infestação pelo Aedes aegypti atestam o fracasso da estratégia nacional de controle. Com o surgimento da epidemia do zika vírus, com repercussões ainda mais danosas ao ser humano, urge a revisão de nossa política e do programa de controle da infestação dos Aedes visando impedir a ocorrência de epidemias por arbovírus. Vários fatores estão envolvidos na causa dessa tragédia sanitária. Trata-se de um fenômeno complexo. Para a Abrasco, a degradação das condições de vida nas cidades, saneamento básico inadequado, particularmente no que se refere à dificuldade de acesso contínuo a água, coleta de lixo precária, esgotamento sanitário, descuido com higiene de espaços públicos e particulares – são os principais responsáveis por esse desastre.

Contexto do surgimento da epidemia

O quadro sanitário no qual emerge a epidemia de microcefalia deve ser analisado considerando-se os graves problemas que estão presentes na realidade socioambiental em que ocorreram os casos e no modelo operacional de controle vetorial. A distribuição espacial por local de moradia das mães dos recém-nascidos com microcefalia (ou suspeitos) é maior nas áreas mais pobres, com urbanização precária e com saneamento ambiental inadequado, com provimento de água de forma intermitente, fato que leva essas populações ao armazenamento domiciliar inseguro de água, condição muito favorável para a reprodução do Aedes aegypti, constituindo-se em “criadouros” que não deveriam existir, e que são passíveis de eliminação mecânica.

Alguns fatos que ainda precisam ser questionados e investigados podem justificar a introdução e a disseminação do vírus Zika. É necessário avaliar quais contextos e contingências existiram e aconteceram em 2014 nos locais de aparecimento dos casos de microcefalia. Podemos aventar alguns por saltarem aos olhos, como:

1) Na região Nordeste, em especial na periferia das suas Regiões Metropolitanas, como a de Recife, pode ter havido aumento da degradação ambiental, por existirem nelas todas as condições para a manutenção da alta densidade do Aedes aegypti, pelos baixos indicadores de saneamento ambiental, relacionados ao abastecimento de água, ao esgotamento sanitário, à imensa presença de resíduos sólidos junto aos domicílios e às deficiências de drenagem de águas pluviais. A propósito desta questão, a Revista RADIS Comunicação e Saúde da Fiocruz (n.154, julho 2015) traz uma esclarecedora matéria sobre saneamento ambiental mostrando sua defasagem e os graves problemas ainda não solucionados, o que se agrava pelos indícios de que haverá um retardo de anos no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) com o ajuste fiscal.[1]

2) A utilização continuada de larvicidas químicos na água de beber dessas famílias há mais de 40 anos sem, contudo, implicar na redução do número de casos de doenças provocadas por arbovírus. Em 2014 foi introduzido na água de beber das populações nos domicílios e nas vias públicas um novo larvicida o Pyriproxyfen. Conforme orientação técnica do MS[2] esse larvicida é um análogo do hormônio juvenil ou juvenóide, tendo como mecanismo de ação a inibição do desenvolvimento das características adultas do inseto (por exemplo, asas, maturação dos órgãos reprodutivos e genitália externa), mantendo-o com aspecto “imaturo” (ninfa ou larva), quer dizer age por desregulação endócrina e é teratogênico e inibe a formação do inseto adulto.

3) A intensificação de processos migratórios pela atração de grandes empreendimentos, cujos trabalhadores passam a viver em condições sanitárias precárias nas periferias dos polos industriais (como o de Suape-PE, com trabalhadores vindos de outras regiões e estados do país e de Pecém-CE, com a presença de milhares de coreanos);

4) A Copa do Mundo de 2014, evento de massa de grande porte, teve uma subsede em Recife (Arena Pernambuco). Instalada no município de São Lourenço da Mata (IDH de 0,614), está em uma região com precárias condições sanitárias. Foi observada a maior concentração dos casos de microcefalia inicialmente notificados (600 casos suspeitos) nessas áreas;

5) Fragilidade da vigilância epidemiológica dos municípios e dos estados no diagnóstico diferencial, na investigação de arboviroses e na diferenciação entomológica;

6) As dificuldades na condução da vigilância da Zika e Chinkungunya, ao tratá-las como “dengue branda”.  Frise-se que a capacidade vetorial do Aedes aegypti para transmitir o vírus da Zyka e Chikungunya em nosso meio ainda não está devidamente estudada nem pelos entomologistas em nossos contextos socioambientais. Daí caber indagações: o que fez os casos de dengue se tornar mais graves, se antes era considerada doença benigna desde 1779 até 1950, sem provocar sequela e sem alterações hematológicas, conforme dados da OMS? Como está o sistema imunológico da população diante do modelo químico de controle vetorial e adotadas pelo MS em curso no País há cerca de 30 anos?

As estratégias adotadas pelo MS

Apesar das razões e incertezas que estão na determinação da ocorrência da epidemia de microcefalia, o caminho para o que se chama de “enfrentamento” foi o de intensificar o “combate” ao mosquito pela repetição do que vem sendo adotado há mais de 40 anos sem sucesso. Chamamos a atenção da sociedade para esta questão. Por quais razões, apesar de todos os indicadores de ineficácia, o MS continua a utilizar a mesma abordagem para o controle do mosquito transmissor do vírus da dengue, doença cuja transmissão depende também de outros elementos? Mesmo desencadeando diversas capacitações para os profissionais de saúde e trabalhando em salas de situação para aprimorar o diagnostico e a notificação de casos das novas doenças virais; permanece sem integração as ações das Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e a Promoção da Saúde. O problema que queremos destacar nesta Nota Técnica de alerta está na essência do modelo de controle vetorial, haja vista a intensificação do uso de larvicidas e adulticidas para o Aedes aegypti, sendo que segundo as orientações adotadas pelo MS desde 2014, retrocede-se à orientação de utilização da técnica Ultra Baixo Volume (UBV)[3] com Malathion a 30% diluído em água, abrangendo  todo território nacional.

É preciso também problematizar o uso de produtos químicos numa escala que desconsidera as vulnerabilidades biológicas e socioambientais de pessoas e comunidades. O consumo de tais substâncias pela Saúde Pública só interessa aos seus produtores e comerciantes desses venenos. São insumos produzidos por um cartel de negócios muito lucrativo, que atua em todo o mundo e que, mesmo com evidências dos riscos provocados pelos organofosforados e piretroides, dos quais se conhecem tantos efeitos deletérios, têm tido o apoio de agências internacionais de Saúde Pública, como o Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma simples consulta às fichas de segurança química de tais produtos entregues pelas empresas aos órgãos de Saúde Pública mostra que esses produtos, a exemplo do Malathion, são neurotóxicos para o sistema nervoso central e periférico, além de provocarem náusea, vômito, diarreia, dificuldade respiratória e sintomas de fraqueza muscular, inclusive nas concentrações utilizadas no controle vetorial. Quanto à toxicidade ambiental é recomendado evitar seu uso no meio ambiente, o que não tem sido observado, pois seu lançamento é feito da forma como aqui denunciamos. Tais agências se constituem em instâncias de decisão para a compra e distribuição de venenos para todos os países vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU). Os fornecedores são os mesmos cartéis de empresas produtoras de agrotóxicos que operam na agricultura, tornando-a também tóxica e químico-dependente. Esse modelo, pós-II Guerra Mundial, destacamos, impôs-se também para o controle das doenças vetoriais em Saúde Pública.

As tecnologias de controle químico dos vetores foram introduzidas amplamente no Brasil a partir de 1968, não se podendo desconsiderar que sua origem deve-se às armas químicas de destruição em massa, amplamente utilizadas pelo exército norte-americano, naquela época, na guerra do Vietnã. A adoção da técnica de tratamento por UBV foi uma prática introduzida nesse mesmo período e, não por acaso, um dos primeiros documentos de sua normatização foi elaborado pelo Exército Americano[4].

Essa mesma lógica já está adotada para oferecer a solução mediante a transgenia e outras biotecnologias imprecisas, duvidosas e perigosas para os ecossistemas, focando a ação apenas no mosquito, sem levar em conta os efeitos em organismos não-alvo. Atenção deve ser dada a empresa inglesa OXITEC nas pesquisas e comercialização do mosquito transgênico, cuja fábrica foi implantada em Campinas-SP em 2013 e que, em 2014, obteve a autorização da CTNBio para comercialização desse Organismo Geneticamente Modificado (OGM), e sobre essa questão a Abrasco publicou Nota Técnica[5].

O foco no mosquito e as consequências para a saúde humana

O lado invisível dos danos ao ambiente e à saúde humana, decorrentes do uso de produtos químicos no controle vetorial, ainda não foi devidamente estudado ou revelado às populações vulneráveis, incluindo os trabalhadores de Saúde Pública. Seus efeitos nocivos são totalmente desconsiderados tanto no agravamento das viroses, quanto no surgimento de outras patologias tais como: alergias, imunotoxicidade, câncer, distúrbios hormonais, neurotoxicidade, dentre outras.

Frisamos o simplismo no trato da questão por parte do MS que reduz a causalidade da Dengue, da Zika e da Chicungunya, centrando as ações na tentativa de eliminar ou reduzir o vetor, o que deve ser substituído, insistimos, pela ação de medidas de cunho intersetoriais para intervir no contexto socioeconômico e ambiental. Visando eliminar o mosquito a ação orientada pelo MS acaba, também, envenenando seres humanos. Mas isto não é reconhecido: ao contrário, há uma ocultação desses perigos. As vozes oficiais repetem até tornar verdadeiros diversos absurdos como: “As doses de larvicidas são tão baixas e pouco tóxicas que podemos colocar na água de beber, sem perigo”[6].

Este despreparo também leva a defender que a epidemia é um problema de Saúde Pública que justifica o uso do “fumacê”, mesmo com produtos químicos sabidamente tóxicos, como o Malathion, um verdadeiro contrassenso sanitário. Este produto é um agrotóxico organofosforado considerado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como potencialmente cancerígeno para os seres humanos[7].

Assim, na tentativa de eliminar o mosquito estão sendo atingidos os humanos mediante efeitos agudos (de morbimortalidade) e de morte lenta, gradual, invisível e que é ocultada. Além das doenças agudas, as crônicas causadas por tais produtos aparecem a médio e longo prazos, a maioria delas chamadas “idiopáticas”, isto é, de causa indefinida ou desconhecida, que não são diagnosticadas ou se quer investigadas.

Ocorre que em pleno século XXI, no caso das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, houve mais um complicador em termos de Saúde Pública, pois dois novos vírus entraram em nosso país, para cujas doenças – Chikungunya e Zika – não havia experiência no manejo clínico e nem epidemiológico.

A dengue e o sistema de vigilância epidemiológica

O sistema de vigilância epidemiológica da maioria dos serviços de saúde não investigou adequadamente esta nova realidade. Agora, com a tragédia do surgimento dos casos de microcefalia, revela-se este despreparo técnico-gerencial. Historicamente essas questões de Saúde Pública estão imersas em “razões de Estado”, desconhecidas pela maioria da sociedade. Devemos perguntar: que razões são essas? Para tal basta examinar os documentos oficiais do MS sobre controle vetorial.

Neste sentido, é pedagógico examinarmos os documentos orientadores emanados do MS. É o caso, por exemplo, da NOTA TÉCNICA N.º 109/2010 CGPNCD/DEVEP/SVS/MS[8] de COMBATE à DENGUE, na qual estão bem ilustrados os equívocos que aqui sinalizamos, ou seja, a intensificação do uso da UBV motorizada e costal nos domicílios e nas vias públicas. Nela se reitera os vários absurdos cometidos no controle vetorial do Aedes aegypti e que o MS insiste em manter e ampliar.

O envenenamento da população pobre

No Brasil, a Dengue tornou-se uma doença endêmica com surtos epidêmicos e isto precisa ser assumido de uma vez por todas. Quais são as áreas específicas de maior circulação viral? Justamente aquelas onde habitam as populações mais pobres, que tem piores condições imunológicas e sem saneamento adequado, o que vai se agravar conforme noticias do jornal FOLHA de SÃO PAULO, edição de 11-01-2016. E por que não se divulgam essas vulnerabilidades para a própria população? Acima referida Nota Técnica faz menção à outra, de nº 118/2010, que formula um parâmetro composto, com o que se busca introduzir  indicadores ambientais[9].

Ocorre que o faz apenas para a “delimitação das áreas que necessitam de maior intensificação das ações do combate ao vetor”. Ou seja, a aplicação de veneno (inseticidas e larvicidas) acaba aumentando a nocividade sobre o sistema imune.

A NT 109/2010 informa ainda, que “as ações de controle larvário a serem implementadas estão voltadas, principalmente, para as atividades de redução de fontes criadoras do mosquito (caixas d’água, depósitos diversos, pneus, entre outros)”. Ao assim proceder, admite-se que caixa d´água seja criadouro de mosquito e, portanto, deve ser “tratada” com veneno. Ocorre que a água de beber deve ter sua potabilidade garantida. Por que as ações não incidem na limpeza e na proteção dos reservatórios destinados a armazenar o líquido mais precioso para a vida? Como é possível aceitar a perda da potabilidade da água destinada aos mais pobres? Sim aos mais pobres, justamente aqueles que têm a maior vulnerabilidade. Que equidade é essa na qual aqueles que deveriam ser os mais protegidos e são, paradoxalmente, os mais expostos às situações de nocividade química por quem deveria protegê-los? A alegação de que a população é passiva também decorre desse modelo vertical e autoritário. Prioriza-se a potência do veneno contra os insetos desconsiderando o perigo aos seres humanos e, assim, nada mais precisa ser feito.

Ainda na NT 109/2010 o MS advoga que o sucesso do controle de doenças transmitidas por vetores possa ser atribuído aos agrotóxicos, quando cita como referência para sua justificativa nesse documento a “National Academy of Sciences, National Research Council. Pesticides in the Diets of Infants and Children. National Academy Press, Washington”.  Ressaltamos que o MS é a autoridade máxima em saúde e deveria se pautar pelo princípio da precaução quando se coloca o tema relacionado às exposições humanas a produtos químicos perigosos.

Também nela se lê que em razão do crescente agravamento do processo de resistência de mosquitos aos inseticidas, uma das principais missões do Comitê de Especialistas em Praguicidas da OMS (WHOPES) é encontrar novos biocidas para os quais não haja insetos resistentes, não havendo qualquer abertura para outros métodos, não perigosos, de controle. É fato bem demonstrado que a resistência adquirida pelo mosquito está a demonstrar a insustentabilidade do modelo químico-dependente de controle vetorial, pois já é sabido há muitos anos que os venenos desenvolvem e/ou aumentam a frequência de insetos portadores de mecanismos de resistência aos inseticidas e larvicidas, como vem ocorrendo com o Aedes aegypti.

Ademais a NT 109/2010 admite que “todos os inseticidas que se utilizam em saúde pública – por razões de mercado – são produtos originalmente desenvolvidos para a agricultura, não havendo nenhum que tenha sido desenvolvido exclusivamente para uso em saúde”. E cita como parâmetro de sustentação do sucesso da medida, as pesquisas realizadas em Cingapura para avaliar possível impacto da utilização das diversas medidas utilizadas no enfrentamento de uma epidemia de dengue naquele país. Por que não analisar nossas próprias experiências, afinal temos um tempo de controle vetorial de mais de 40 anos. Será que não são edificantes?

Mais venenos, mais resistência, mais venenos

É utilizado o exemplo do inseticida organofosforado Temephós (conhecido comercialmente como ABATE®), a 1%, introduzido no Brasil em 1968, como larvicida em água potável especialmente no Norte e Nordeste brasileiro, cujos impactos na saúde das populações não foram estudados. Sabemos que apesar da constatação da resistência do mosquito o MS continuou a utilizá-lo até o esgotamento de seu estoque, a despeito de ter sido demonstrado a resistência nos insetos alvo e a farta informação toxicológica dos potenciais riscos para a saúde humana.

A continuidade da adição de outros larvicidas substitutos na água de beber das pessoas se dá até hoje sem qualquer preocupação sobre sua concentração final, pois por orientação das normas do MS é indicada a diluição dos larvicidas apenas considerando o volume físico do recipiente e não pela  quantidade interna de água no recipiente. Em 1998, um alerta formal sobre este erro de diluição foi feito por químicos, médicos e engenheiros sanitaristas reconhecidos, mas nada mudou! Teimosamente, até hoje os documentos oficiais do MS recomendam a adição do larvicida nas caixas d’água considerando apenas o volume físico e não a quantidade de água que de fato existe em seu interior.

Um fato agravante é que em Pernambuco e outras regiões do Nordeste há racionamento frequente de água. Diante disso, cabe indagar: há quanto tempo o povo dessas regiões bebe água envenenada? De forma não cuidadosa e com falta de precaução, a introdução dos larvicidas classificados como reguladores de crescimento de insetos (IGR) dá-se mediante Notas Técnicas ainda mais abusivas no que se refere a “despotabilização” da água de beber.

Entendemos que aqui está a chave mestra para discutir porque o MS admite e defende esse modelo. Por trás disso estão a OMS e OPAS com o peso institucional de seus comitês de “pesticidas” que não dialogam com os comitês: ambiental, de saneamento e de promoção da saúde. Naqueles comitês internacionais, os que fazem a prescrição do uso e a regulação da compra dos insumos de controle vetorial para o mundo são imperiais. São tais organismos que convencem e dão o aval aos processos licitatórios dos governos nacionais.

Os larvicidas reguladores de crescimento como o Diflubenzuron e Novaluron, introduzidos no lugar do Temephós, mostram-se problemáticos. Em Recife, foi realizado estudo de efeito sobre a saúde dos trabalhadores que os aplicam constatou-se a ocorrência de metahemoglobinemia; também se sabe que seus metabólitos têm diversos efeitos tóxicos, e que não são considerados. Tais resultados foram amplamente divulgados no II Seminário da Rede Dengue da Fiocruz em novembro de 2010, na cidade do Rio de Janeiro; no Primeiro Simpósio de Saúde e Ambiente em 2010, realizado na cidade de Belém e no 10º. Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em 2012, na cidade de Porto Alegre.

Com sua política centralizadora, os setores do MS responsáveis pelo controle vetorial contraindicam que os municípios adotem outros meios independentes do uso químico. Mesmo diante da constatação da ineficácia do modelo utilizado. Os municípios gastam inutilmente seus parcos recursos em produtos químicos perigosos e fazem os trabalhadores da saúde atuarem apenas nesse ponto, expondo-os ainda aos venenos.

Insistindo nessa estratégia, houve, em 2014, a introdução do larvicida Pyriproxyfen, e mesmo sabendo-se de sua toxicidade como teratogênico e de desregulação endócrina para o mosquito, foi considerado de baixa toxicidade. E, mais uma vez, o MS recomenda o seu uso em água potável, para ser adicionado nos reservatórios e caixas de água, independentemente da quantidade de água no seu interior, tornando a concentração mais elevada quando em situações de racionamento de água[10][11].

Diante de produtos que têm efeito teratogênico em artrópodes, o que pelas normatizações para registro de agrotóxicos seria vedado seu uso na agricultura, por razões de segurança alimentar, perguntamos como aceitar o uso em água potável destinado ao consumo humano? O que dizer desse uso em um contexto epidêmico de má formação fetal? No estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, recentemente decretado pelo MS, conforme noticia a grande mídia, está sendo preconizado o uso de larvicida diretamente nos carros-pipas que distribuem água nas regiões do Agreste e Sertão do Nordeste. Alertamos que esta é a mais recente medida sanitária absurda e imprudente imposta pelos gestores do modelo químico de controle vetorial.

Embora a NT 109/2010 reconheça que “A inserção de ações intersetoriais, tais como o abastecimento regular de água e coleta de resíduos sólidos, constitui-se em uma atividade fundamental para impactar na redução da densidade do vetor Aedes aegypti”, pouco se propõe nesse sentido. Insistimos na pergunta: por que é mantido o controle vetorial centrado em um programa que há mais de 40 anos vem mostrando ineficácia e ineficiência para fazê-lo? Impõe-se, pois, uma estratégia centrada na identificação e eliminação dos criadouros e no Saneamento Ambiental. O que de fato está sendo feito para o abastecimento regular de água nas periferias das cidades? Como as pessoas podem proteger as águas reservadas para consumo? Por que apesar de muitas cidades terem coleta de lixo regular ainda se observa uma quantidade enorme de resíduos sólidos diariamente dispostos no ambiente? O que está sendo feito para cuidar desta questão? E a drenagem urbana de águas pluviais? E o esgotamento sanitário?

Merece ainda destaque a NT 109/2010, quando afirma que “o maior problema reside nos “adulticidas espacial e residual”, lamentando que os venenos disponíveis estejam restritos apenas aos “grupos dos organofosforados e piretróides. Nos organofosforados a oferta restringe-se ao Malathion (espacial) e o Fenitrothion (residual)”. Esclarecemos que a menção ao termo “espacial” se refere a uso em nebulizadores (Ultra Baixo Volume – UBV, conhecido como “fumacê”, ou por equipamento costal). Dos venenos acima referidos, sabe-se, como já dito, que o Malathion é um potente cancerígeno para animais e, recentemente, foi reconhecido como potencialmente cancerígeno para humanos pela IARC da OMS[12]. Vale o destaque, de que diversos produtos utilizados no controle vetorial do Aedes aegypti como o  Fenitrothion, Malathion e Temephós vem sendo estudados desde 1998, no Departamento de Química Fundamental da UFPE e mostram ter efeitos potencialmente carcinogênicos para humanos. As recomendações pelo MS do uso de Malathion encontram-se no documento Recomendações sobre o uso de Malathion Emulsão Aquosa-EA 44% para o controle de Aedes aegypti em aplicações espaciais a Ultra Baixo Volume UBV, de 2014[13]. Com a adoção dessas nebulizações o envenenamento é potencialmente, ainda mais amplo e perigoso.

Sem trocadilhos, chega-se assim, ao fundo do poço, em termos de falta de compreensão dos processos de determinação socioambiental e de cuidados na prevenção das doenças relacionadas aos vetores, aos quais se somam os interesses nacionais e internacionais estranhos às questões de saúde públicas e relacionadas às agendas de consumo dos agrotóxicos.

Onde fica o saneamento ambiental?

Uma pergunta que não quer calar precisa ser aqui posta com total indignação: por que não foram priorizadas até agora as ações de saneamento ambiental, estratégia que parece ficar ainda mais distante?

A propósito, se visitarmos as periferias das grandes cidades e as chamadas zonas especiais socialmente vulneráveis, onde as carências são de toda ordem, ver-se-á um quadro sanitário tão grave que nenhuma quantidade de veneno poderá resolver o controle vetorial, ao que acresce o fato de que as pessoas terão sua saúde gravemente comprometida.

As políticas urbanas e de saneamento são, em geral, desarticuladas. As precárias condições de moradia, de urbanização e de saneamento ambiental, contexto característico da grande maioria dos casos de microcefalia, refletem um modelo de desenvolvimento e de políticas urbanas que atinge aos pobres, já vulnerabilizados historicamente pela abissal desigualdade social brasileira. Habitações sem condições para adequado armazenamento de água domiciliar, localizadas em áreas íngremes ou alagadas, com precária infraestrutura e urbanização e com serviços de saneamento precários. Um contexto que reflete a mazela social que destina melhor infraestrutura e melhores serviços para as classes média e alta. O exemplo da desigualdade no acesso à água potável no Brasil é emblemático dessa assimetria de acesso. O consumo per capita pode variar em uma cidade de 30 a 500 litros/hab/dia. Uma das expressões dessa desigualdade é no rodízio semanal do acesso ou na intermitência do abastecimento de água. A grande maioria de casos de microcefalia ocorreu em cidades com problemas sérios de rodízios ou intermitência, onde os mais pobres ficam mais dias sem água por semana e os mais ricos ou não tem rodízio ou intermitência ou os tem por poucos dias. A crise hídrica e a má gestão dos serviços de saneamento também tem imposto o rodízio ou intermitência a cidades inteiras, e mesmo o colapso no abastecimento, cenário de muitos casos de microcefalia no Nordeste.

Diante da inoperância dos métodos de controle do Aedes aegypti, a gravidade da situação se aprofunda. Em Pernambuco a Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou ao MS, em 28 de outubro de 2015, a existência de 29 casos de microcefalia naquele ano, até então mais do que o dobro do que vinha ocorrendo nos anos anteriores. Destaca-se que apenas 07 estados tinham a prática de notificação obrigatória de má-formação congênita. Em dezembro de 2015 constatava-se que 14 estados estavam com prevalência de microcefalia elevada. A proporção de novos casos em Pernambuco tornou-se assustadora. No dia 18 de novembro de 2015, o MS decreta o estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, situação que apenas fora adotada em 1917, com a ocorrência de Gripe Espanhola. Conforme noticiado pelo Diário de Pernambuco, em 20/01/2016, o número de casos suspeitos de microcefalia subiu para 3.893. Os registros foram feitos em 764 municípios, distribuídos em 21 unidades da federação. Até essa data, foram notificadas 49 mortes provocadas por essa má-formação. Do total desses óbitos, 05 tiveram confirmadas a presença do vírus Zika. Embora sabemos que, em uma situação de exposição materna ao vírus, e este ultrapassando a barreira placentária, é esperado que o feto também se exponha. Neste campo ainda há muitas questões em processo de pesquisa. Segundo informações do MS, Pernambuco continua a ser o Estado com o maior número de casos suspeitos (1.306), o que representa 33% do total registrado em todo o país[14].

Deve-se alertar e assinalar que a entrada no Brasil do vírus Zika não foi acompanhada de um conhecimento da sua dispersão pela vigilância epidemiológica e entomológica. Uma série de medidas, todas centradas na prática do uso de venenos foi intensificada, a partir da aceitação de relação direta entre microcefalia e Zika vírus. Como aditivo temos a recomendação para gestantes de uso de repelente[15]. Com isso o DEET (N,N-dimetil-meta-toluamida) vem sendo comercializado sem restrição para mulheres grávidas, outra banalização de exposição química[16].

O quadro de crise epidemiológica das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é ainda mais grave e aqui é importante dizer que no Brasil, entre 2014 e 2015, ocorreram cerca de 1,5 milhão de casos, a metade no estado de São Paulo. Porque nesse estado, onde ocorrem periodicamente epidemias de Dengue, que anteriormente registrava pouquíssimos óbitos, e que, nesse período, houve inusitadamente mais de 400 mortes associadas a complicações de Dengue? Será que tal fato tem relação com a informação de que, em São Paulo, vem se intensificando o controle vetorial com uso de Malathion em nebulização química? Esse veneno é utilizado desde 2001, a 30% na formulação final, em processo de nebulização, pela Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), sendo que no segundo semestre de 2014, foi introduzida  pelo MS uma nova formulação de Malathion diluído em água[17], contendo emulsificantes e estabilizantes não declarados. A justificativa dessa substituição foi o seu menor custo. Será que pode haver alguma associação entre a exposição ao Malathion e essa mortalidade considerada tão aumentada por complicações da Dengue? Quem são esses que morreram? São idosos, portadores de doenças crônicas, crianças? É preciso saber mais. A população exposta ao Malathion foi investigada? A possibilidade de essas mortes estarem associadas à exposição ao Malathion foi aventada e pesquisada? Salientamos que devido ao uso massivo e contínuo de substância tão tóxica essa investigação precisa ser realizada.

Finalizando, reivindicamos das autoridades competentes a adoção das medidas a seguir:

1) Imediata revisão do modelo de controle vetorial. O foco deve ser a ELIMINAÇÃO DO CRIADOURO e não o mosquito como centro da ação; com a suspensão do uso de produtos químicos e adoção de métodos mecânicos de limpeza e de saneamento ambiental. Nos reservatórios de água de beber utilizar medidas de limpeza e proteção da qualidade da água e garantia de sua potabilidade;

2) Nas campanhas de Saúde Pública para controle de Aedes aegypti, imediata suspensão do uso de Malathion ou qualquer outro organofosforado, carbamato, piretróide ou organopersistente, seja em nebulização aérea ou em cortinados tratados com veneno (mosquiteiros impregnados). Substituir o uso desses produtos por barreiras mecânicas, limpeza, aspiração, telagem de janelas, portas entre outras medidas;

3) Nas medidas adotadas pelo MS para controle de Aedes aegypti em suas formas larva e adulto, imediata suspensão do  Pyriproxyfen (0,5 G) e de todos os inibidores de crescimento como o Diflubenzuron e o Novaluron, ou qualquer outro produto químico ou biológico em água potável. O conceito de potabilidade da água não pode ser perdido, ele é a chave para as medidas participativas de eliminação de vetores.

4) Que sejam realizados esforços intersetoriais para a acabar com a intermitência do abastecimento de água nas áreas de urbanização precária. Água é um direito humano. As populações mais vulneráveis devem, por equidade, serem as mais protegidas;

5) Que as ações de controle vetorial no ambiente seja uma atribuição dos órgãos de saneamento e de controle ambiental municipais, estaduais e nacional e não só do SUS, que deve atuar na vigilância entomológica, sanitária, ambiental, epidemiológica, virológica e da saúde do trabalhador, aferindo se as medidas de saneamento ambiental estão resultando em melhoria das condições de saúde;

6) Que as políticas urbanas e de saneamento ambiental promovam programas integrados para a resolução dos problemas de moradia, saneamento e urbanização;

7) Que a vigilância epidemiológica seja realizada por profissionais experientes em clínica, fisiopatologia e epidemiologia, em diversos níveis do SUS. Esta proposição se dá no fortalecimento da integração e atuação articuladas das áreas de vigilância da saúde com as áreas de produção de conhecimentos.

8) Que sejam realizadas pesquisas clínicas e informadas outras disfunções ou malformações relativas as viroses da Dengue, da Zika e da Chincungunya e que sejam estudados os efeitos da exposição a produtos químicos utilizados no controle vetorial do Aedes aegypti;

9) Que o amparo às famílias acometidas pelo surto de microcefalia se dê mediante uma política pública perene e não transitória. Que esse apoio seja integral, incluindo neste atenção a família pelo trauma psíquico decorrente desse desfecho gestacional.

10) Que seja realizada uma auditoria nos modelos de controle vetorial por uma comissão multidisciplinar de especialistas  independentes, incluindo avaliação do modos operados do Fundo Rotatório da OPAS/OMS a ser solicitado pelo governo brasileiro, quiçá em conjunto com outros países latino-americanos que sofrem as mesmas imposições,  à Organização da Nações Unidas;

12) Que seja ratificada a imediata elaboração pelo Ministério da Saúde de orientações técnicas para a Atenção à Saúde dos Trabalhadores da Saúde que NO PASSADO se expuseram aos agrotóxicos utilizados no controle do Aedes aegypti, a serem adotadas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, em acordo com a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e com experiência exitosas;

13) Que seja criado, pelo MS, um Portal para acesso amplo da população a todos processos e fatos associados ao controle vetorial, às epidemias relacionadas à ação do Aedes aegypti e a epidemia de microcefalia. Nele deve também ser informado quando utilizados, o volume, os tipos de produtos químicos, o número de domicílios e imóveis nebulizados, por Unidade da Federação e por município, pois são do maior interesse dos profissionais de saúde e da sociedade.

 

Por fim, chamamos atenção da sociedade civil, diante da atual declaração de Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para epidemia de microcefalia e arboviroses, que: a) todas as medidas de controle vetorial sejam realizadas com mobilização social no sentido da proteção e respeito da cidadania pela Saúde Pública, priorizando-se as medidas de saneamento ambiental, com garantia da potabilidade da água de beber, como parte do respeito aos Direitos Humanos e orientados pelos princípios da Política Nacional de Educação Popular em Saúde; b) que o SUS deve rever as estratégias e conteúdos da comunicação social à população, tirando o foco na responsabilidade individual e das famílias, explicitando as responsabilidades dos diversos setores estatais, com ênfase na importância das medidas de saneamento, coleta de resíduos, cumprimentos das políticas de resíduos sólidos, garantia de abastecimento de água; e c) melhoria da qualidade da assistência às famílias e às crianças acometidas e da atenção pré-natal, pois se agrava a fragilidade observada que já era conhecida – a exemplo dos casos de sífilis congênita – e que se comprova com a ocorrência de casos de microcefalia identificados após o parto.

 

Grupos Temáticos da Abrasco: 

GT Saúde e Ambiente

GT Saúde do Trabalhador

GT Vigilância Sanitária

GT Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável

GT Educação Popular e Saúde

GT Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva

 

 

[1] Livro editado pela CNBB no final de 2015.

[2] Disponível em http://u.saude.gov.br/images/pdf/2014/julho/15/Instrucoes-para-uso-de-pyriproxifennmaio-2014.pdf)

[3] UBV é uma técnica que utiliza equipamentos motorizados ou costal de alta pressão fazendo com que as partículas sejam menores, aumentando sua dispersão no ambiente e a penetração nos pulmões pela inalação das pessoas expostas.

[4] Armed Forces Pest Management Board, por meio do Memorando nº 13 – TECHNICAL INFORMATION MEMORANDUM NO. 13, do Centro Médico do Instituto Walter Reed). Disponível em: http://www.afpmb.org/pubs/tims/tim13.htm#Equipment

[5] Ver NT da Abrasco de 2014 https://goo.gl/GbAXx7

[6] Disponível em: http://u.saude.gov.br/images/pdf/2014/maio/30/Instrucoes-para-uso-de-pyriproxifen-maio-2014.pdf

[7] Disponível em: https://www.iarc.fr/en/media-centre/iarcnews/pdf/MonographVolume112.pdf

[8] Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue / Departamento de Vigilância em Saúde / Secretaria de Vigilância em Saúde

[9] Disponível em: http://www.saude.mppr.mp.br/arquivos/File/dengue/nt_aval_vul_epid_dengue_verao_10_11.pdf

[10] Disponível em: http://u.saude.gov.br/images/pdf/2014/maio/30/Instrucoes-para-uso-de-pyriproxifen-maio-2014.pdf

[12] Disponível em: https://www.iarc.fr/en/media-centre/iarcnews/pdf/MonographVolume112.pdf

[13] Disponível em: http://u.saude.gov.br/images/pdf/2014/setembro/02/Recomenda—-es-para-o-uso-de-malathion-EW.pdf

[14] Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2016/01/20/interna_brasil,622575/sobe-para-3-893-o-numero-de-casos-de-microcefalia-no-pais.shtml

[15] Disponível em: http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/zika-microcephaly-Brazil-rapid-risk-assessment-Nov-2015.pdf

[16] Ver aspectos toxicológicos do DEET em: http://www.health.state.mn.us/divs/eh/risk/guidance/gw/deet.pdf

[17] Fabricado pela Bayer.

Fonte: https://www.abrasco.org.br

 

Larvicida biológico que mata o mosquito Aedes Aegypti, está pronto a 10 anos mas Governo PT não libera a venda

Larvicida biológico que mata o mosquito Aedes Aegypti, está pronto a 10 anos mas Governo PT não libera a venda

A 10 anos o governo do PT impede o uso de um Larvicida que mata o Aedes, transmissor de várias doenças, alegando não poder liberar o produto.

O larvicida biológico que usa uma bactéria para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, do chikungunya e do zika vírus, já está pronto para utilização em larga escala há quase dez anos. A fórmula criada no Brasil foi registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006, mas nunca foi usada de forma sistemática no país.

O produto tem como “princípio ativo” o Bacillum thuringiensis israelense (BTI), uma bactéria inofensiva para humanos e animais domésticos, mas letal para o mosquito. Quando a larva do Aedes come essa bactéria na água limpa e parada, recebe quatro toxinas que causam paralisia generalizada e matam o vetor.

A versão brasileira, criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a empresa nacional Bthek, traz um bacilo em uma solução líquida. Ela é vendida pelo nome comercial “Bt-Horus” e custa cerca de R$ 60 por litro.

Em nota enviada, o Ministério da Saúde informou que só pode incluir um produto no Programa Nacional de Combate à Dengue se ele obtiver registro na Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa restrição se aplica, segundo a pasta, porque a aquisição é feita por licitação internacional, com verbas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O ministério diz analisar, “além da segurança e da eficácia, o custo-efetividade, o impacto epidemiológico esperado, o protocolo e estratégia de utilização do produto e o impacto orçamentário que será produzido”. Apesar de não prever a aquisição do bacilo na formulação nacional, o governo federal importou oito toneladas do produto em 2010 e fez a distribuição para 13 estados e o DF.

A diferença, segundo o próprio ministério, está na forma de apresentação do produto. O BTI foi licitado na versão “efervescente” (WDG, na sigla em inglês), regulamentada pela OMS. A versão nacional, o Bt-Horus, é vendida em solução aquosa e, por isso, precisaria de nova permissão do órgão ligado à ONU.

O Programa Nacional de Combate à Dengue foi criado em 2002. Catorze anos depois, o ministério não soube informar ao G1 porque mantém um regulamento que impede a compra de produtos nacionais para o programa, mesmo aqueles com autorização da Anvisa. Os governos locais e a própria União podem comprar o Bt-Horus diretamente do fabricante mas, para isso, não podem contar com as verbas da Opas.

Sem continuidade
Em 2007, o produto foi testado pela Embrapa e pela Bthek em São Sebastião, no DF, com resultados acima dos esperados pela equipe. O índice de infestação, medido pelo número de focos encontrados a cada 100 casas inspecionadas, passou de 4 para 1 após a aplicação do bacilo. De “risco iminente de epidemia”, o índice caiu para “aceitável”, segundo critérios da Organização Mundial de Saúde.

As pesquisas foram concluídas na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a 8 km do Palácio do Buriti e a menos de 200 metros da sede da Secretaria de Saúde, no fim da Asa Norte. A Embrapa afirma que tem como missão “viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, e que a criação de políticas públicas e aplicação de alternativas cabe ao Executivo.

Depois do teste bem-sucedido em São Sebastião, o produto sumiu dos protocolos distritais até a última segunda-feira (18), quando o governo anunciou o recebimento de 600 litros do produto. A carga foi doada pela União Química, empresa brasileira que comprou a Bthek.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do DF, Tiago Coelho, afirma que a estratégia foi “revisitada” em função do aumento da ameaça causada pelo Aedes aegypti, que passou a transmitir a chikungunya e o zika vírus. “Os instrumentos que estávamos utilizando para conter a dengue estavam se mostrando ineficientes. O controle químico, por inseticida e larvicida, e o ambiental, com retirada de entulho e água parada”, diz.

Novo protocolo
Desta vez, a aplicação do BTI será feita apenas pelos agentes autorizados da Secretaria de Saúde, e não pela própria população, como em 2007. Coelho afirma que os testes daquela época foram feitos pela própria empresa, e não pela pasta, e diz que a estratégia utilizada “não se mostrou efetiva”. Ele preferiu não comentar os dados de redução de epidemia passados pela Bthek e pela Embrapa.

“Neste momento, depois de revisitar os pontos positivos e negativos, nós estamos introduzindo com um novo protocolo. Vamos fazer o monitoramento de todos os indicadores e divulgar o resultado, dentro do protocolo que a secretaria entende como correto. É um processo contínuo: a pesquisa alimenta a política pública, que fornece novos dados para a pesquisa”, diz o subsecretário.

Os 600 litros doados devem ser suficientes para dois ou três meses de aplicação, nas estimativas do GDF e considerando o “nível atual” de focos. Nesse período, a Secretaria de Saúde promete avaliar os resultados. “Assim que a gente identificar a efetividade, a intenção é fazer um termo de referência para adotar a compra regular”, diz Coelho.

Na manhã desta quinta (21), 150 agentes da Vigilância Ambiental receberam o treinamento necessário para usar o produto, que será dividido em 12 mil ampolas de 50 ml. A previsão do GDF é de que o produto começasse a ser aplicado ainda nesta quinta nas regiões com o maior índice de focos do mosquito: Santa Maria, Gama, Brazlândia, Lago Norte e Planaltina.

O GDF garante que seguirá o cronograma de reaplicação indicado pelo fabricante – onde houver foco, o agente de vigilância terá que retornar a cada três semanas. O governo não explicou como fará esse controle na segunda etapa de implementação, quando todo o DF passar a receber o bacilo.

Nova tentativa
O gerente de produção da Bthek e da divisão de biotecnologia da União Química, José Eduardo Sacconi Nunes, diz que a aplicação do BTI no DF vai funcionar como um “segundo projeto piloto”, em uma tentativa de reinserir o larvicida no mercado. Desde 2010, segundo ele, nenhum governo municipal, estadual, distrital ou federal adquiriu o produto, de modo contínuo, para o combate à dengue.

“O produto foi utilizado sistematicamente na região Sul, mas no combate ao mosquito borrachudo, pelo incômodo que ele causa em populações ribeirinhas. É um mosquito que gosta de água corrente, não bota ovo em água parada. Como o larvicida ataca a larva, e não o adulto, pode ser que o Aedes volte a pôr ovos ali. Por isso, você precisa ir reaplicando até matar toda a cadeia”, diz.

A dose necessária para eliminar as larvas de Aedes varia de uma gota (para ralos domésticos) a um litro (piscinas de 20 mil litros). “Dependendo da dose, as larvas morrem em 24 horas. A vantagem é a especificidade, ou seja, essas toxinas só agem nas larvas e são inofensivas aos humanos, animais, plantas”, diz a pesquisadora Rose Monnerat, que liderou a pesquisa do bacilo na Embrapa.

Após aplicado, o bacilo se reproduz muito pouco, e apenas dentro da larva morta. Como a bactéria é sensível à luz solar, o produto é mais eficiente para ambientes internos e precisa ser reaplicada, “religiosamente”, a cada três semanas. A ação funcionaria como complemento ao uso dos “fumacês”, mais eficazes na área externa porque os moradores fecham as portas e janelas durante a aplicação.

Dengue no DF
O Distrito Federal registrou aumento de 110% no número de casos de dengue nas primeiras duas semanas de 2016, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 253 infecções confirmadas até a última segunda-feira (18), contra 120 apurados em 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta (20) no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde.

Entre os dias 11 e 18 deste mês, o índice de casos pulou de 59 para 253 – foram 194 infecções em apenas sete dias. A variação, segundo a Saúde, foi impulsionada pelo crescimento das ocorrências em Brazlândia – de 3, em 2015, para 100 em 2016. Em 13 regiões, o índice caiu em relação ao ano passado, e em outras nove, houve estabilidade.

Reportagem Especial de Matheus Rodrigues – G1

Fontes:
http://redegni.com/larvicida-biologico-que-mata-o-aedes-esta-pronto-a-10-anos-e-o-governo-nao-libera-a-venda/

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/01/bacteria-que-ataca-o-aedes-e-sera-usada-no-df-esta-pronta-desde-2006.html

http://www.libertar.in/2016/02/denuncia-gravissima-larvicida-biologico.html

Causa da Microcefalia não é Zika Vírus, pode ser as vacinas em gestantes; diz estudo.

Causa da Microcefalia não é Zika Vírus, pode ser as vacinas em gestantes; diz estudo.

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Autor do estudo: Dr. Plínio Bezerra dos Santos Filho, PhD. Realizou estudo e assinou denúncia junto ao Ministério Público. Vale a pena conferir.

“Microcefalia em Pernambuco e Brasil. Acabo de fazer uma denúncia assinada junto ao Ministério Público Federal. Ver abaixo:

Denúncia de Crime contra a população brasileira, uma sequência de erros e procedimentos grosseiros, realizados pelo Ministério da Saúde, SUS, seus institutos associados e suas autoridades constituídas, que provocaram e continuam provocando a atual crise de MICROCEFALIA (MC) em todo o Brasil. Análise mais detalhada e específica de dados e fatos referentes ao Estado de Pernambuco.

Autor: Dr. Plínio Bezerra dos Santos Filho, PhD
Pós-doutor pelas universidades americanas de Harvard, Washington University em St. Louis e North Carolina State University; Doutor pela Washington University em St. Louis; Mestre e Bacharel em Física pela UFPE; Áreas de atuação: Ressonância Magnética, com trabalhos em neurologia, próstata, Física do Estado Sólido, entre outros.

RESUMO DESTA DENÚNCIA

A crise de Microcefalia (MC) que surgiu no Estado de Pernambuco, com um pico máximo de casos em novembro de 2015, não se deve ao vírus ZIKV e nem é uma epidemia. Quatro fatos-causa principais existem e claramente explicam os dados, números de casos e períodos das notificações.

Os dados que aqui reporto e analiso estão sob o domínio público, na imprensa e Ministério da Saúde, podendo ser verificados. Não fui permitido acesso a dados mais completos e precisos oficiais, o que, ao meu ver, tornariam esta denúncia ainda mais evidente, por recuar o pico máximo da Microcefalia em Pernambuco para trás no tempo em um mês ou mais. Me atenho ao Estado de Pernambuco, em grande parte desta denúncia, pois é o que possui dados divulgados ao público de forma mais completa e também é o marco inicial da notificação compulsória da MC no Brasil.

Os 4 fatos-causa que explicam o comportamento temporal do gráfico que apresento são:

A) O pico máximo do número de casos em Pernambuco corresponde a um primeiro trimestre de gestação entre janeiro e abril de 2015 com nascimentos microcefálicos. Isso deve-se à vacinação de mulheres em período fértil contra o sarampo com a vacina tríplice, que contém o virus vivo da rubéola. No Ceará, esta vacinação contra o sarampo em mulheres no período fértil com a vacina tríplice continuou até meados de abril;

B) O alarmante número de casos, que começam a aparecer em agosto-outubro de 2015, provoca a compulsoriedade, pelo Ministério da Saúde, de notificação de Microcefalia em todo o país. A obrigatoriedade de notificação pelo Ministério da Saúde aumenta o pico e alarga a curva gráfica em torno do seu máximo;

C) A causa que provocou o pico máximo de casos de microcefalia em novembro de 2015, nos dados para Pernambuco, fica rarefeita e é substituída, na atualidade, por um outro fato-causa que embora presente nas notificações iniciais, era pouco evidente. Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde inclui a vacinação contra Difiteria, Tétano e Pertussis no protocolo pré-natal de gestantes no último trimestre de gestação, a partir do sexto mês de gravidez.; e

D) O pico máximo de casos de Dengue no Estado de Pernambuco é entre 20 de março e 10 de abril de 2015 e isso requereria, por associação, desde que temos o mesmo mosquito vetor, um pico máximo no gráfico de Microcefalia entre final de dezembro e início de janeiro de 2016 e não em novembro de 2015 como tivemos. Isso, por si só, colocaria possíveis efeitos do ZIKV como causador de Microcefalia em importãncia menor e não como o principal causador da Microcefalia.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS GÁFICOS ANEXOS

É necessário lembrarmos que uma gravidez humana tem em média 9 meses.
O gráfico da Microcefalia em Pernambuco, notificação-a-notificação no tempo, mostra um evento com máximo em cerca de 20 novembro de 2015, curva VERMELHA; a totalidade dos casos notificados é apresentada na curva AZUL.
As curvas são baseadas em estatística muito simples, como as usadas para análise de epidemias. O número de casos é associado ao seu instante de notificação no tempo.

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Três retângulos coloridos registram, no gráfico, regiões de interesse:

i) O retângulo vermelho, de 20 de setembro de 2015 a 18 de janeiro de 2016, marca a região da curva com notificações de Microcefalia em Pernambuco;

ii) Tomando-se o centro do retângulo vermelho e recuando todo este retângulo vermelho 9 meses no tempo, uma gestação, temos o retângulo violeta. O retângulo violeta corresponde à região no tempo de 1 de janeiro a 30 de abril de 2015. Um nascimento de microcefálico na curva do retângulo vermelho tem, necessariamente, um início de gestação no retângulo violeta, data em média 9 meses anterior;

iii) O retângulo amarelo, de 8 de novembro a 31 de dezembro de 2015, corresponde à vacinação contra sarampo em Pernambuco pelo SUS. Devido possivelmente à Copa do Mundo de Futebol, muitos estados e em sua maioria no Nordeste, apresentaram sarampo em forma quase epidêmica, entre 2013 e 2014;

iv) A curva vermelha e fina entre 15 de fevereiro e 30 de junho de 2015, com o seu máximo no início de abril, registra, para completude desta denúncia, a epidemia de Dengue em Pernambuco para 2015.

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FATOS-CAUSAS, de A a D, acima:

A) VACINA TRÍPLICE: As chamadas públicas e oficiais para vacinação contra sarampo em Pernambuco, pelo Ministério da Saúde e SUS, foram de de 8 de novembro a 31 de dezembro de 2014. Isso foi devido às centenas de casos de sarampo em PE e CE.

No Ceará, a vacinação foi estendida até meados de abril de 2015 e inclusive com visitação para vacinação a domicílio. Nas chamadas oficiais, o convite é feito para a vacinação de mulheres em período fértil contra o sarampo. Se a mulher em período fértil engravidar em até 3 meses após a vacinação ou se estiver grávida, no início da gestação e não o souber, os efeitos do Rubella Virus da vacina tríplice são devastadores ao feto e são conhecidos há décadas. Problemas encefálicos, visuais ou cardíacos no feto/recém-nascido podem ser facimente encontrados na literatura deviso à rubéola.

O que atualmente se divulga como sendo ZIKV é facilmente associado à rubéola. E tivemos sim uma grande vacinação com a vacina tríplice em Pernambuco no final de 2014. Segundo o gráfico de Microcefalia para Pernambuco, Fig. 1, o máximo da curva corresponde e pode ser associado à vacina tríplice usada para o sarampo. A microcefalia é então o efeito colateral do componente de rubéola da vacina tríplice para Sarampo, Cachumba e Rubéola. Este erro é grotesco e houve.

É preciso, também, ter em mente que o vírus da rubéola provoca, quando não o aborto, a síndrome da rubéola congenita e a microcefalia é apenas uma manifestação da tríade clássica: microcefalia, catarata e surdez.

Ver a fala do secretário de saúde de Pernambuco na época:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2014/11/08/interna_vidaurbana,541564/dia-d-de-campanha-de-vacinacao-contra-poliomielite-e-sarampo.shtml

Esta chamada foi feita pelas várias secretarias de saude pelo nordeste, sob recomendação do Ministério da Saúde.
Devido à vacina tríplice em mulheres no período fértil, os casos de Microcefalia vão continuar até nove meses depois do término desta vacinação, mais o período inicial de atuação desta vacina no corpo da jovem, o que nos dá um total efetivo de pelo menos 12 meses após a vacina ter sido tomada.

Como um outro fato exemplo, aqui está uma das chamadas para vacinação de sarampo no Ceará:
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2015/04/ceara-ja-tem-100-casos-de-sarampo-confirmados-em-2015-segundo-sesa.html

OBSERVAÇÃO
Não é o caso de vacinação com a vacina tríplice em mulheres grávidas. Isso pode até ter acontecido, erro grosseiro, mas não acredito ter sido a norma. Eu me refiro às mulheres que engravidaram após se vacinarem.

Temos as nossas grandes festas culturais de final de ano de 2014 e o carnaval de 2015. Os gráficos apontam para inicio de gravidez entre janeiro a abril de 2015 em Pernambuco. E o efeito da vacinação de rubéola dura meses e estes estariam associados ao primeiro trimestre de gestação.

Também, não estou me referindo a vacinas vencidas ou contaminadas, neste caso da vacinação contra o sarampo com a tríplice. Afirmo que a vacinação foi efetiva e de grande alcance nos postos de saúde de Pernambuco.

A Microcefalia que se apresenta 9, 10, 11 ou 12 meses depois de uma jovem fértil ter sido vacinada com a tríplice é devido à componente da rubéola na vacina.

EXEMPLO
Por favor, notem este possível diálogo entre uma atendente em um posto de saúde e uma mulher jovem que foi tomar vacina de sarampo:
— Vim tomar a vacina de sarampo. Um conhecido meu está com sarampo.
Você está grávida?

— Não.

A sua carteira de vacinação… etc.

A jovem engravida nos próximos 3-4 meses e temos um percentual bem alto de casos de acometimento do sistema nervoso central do feto, devido a contaminação do feto no primeiro trimestre de gestação.
Nada mais claro do que isso para explicar como é que em Pernambuco a Microcefalia aparece com números descabidos em novembro de 2015, do litoral ao sertão, ao mesmo tempo.

A vacinação de sarampo foi oficialmente satisfatória no estado, segundo a Secretaria de Saúde Estadual.

A explosão da Microcefalia em Pernambuco provoca o próximo fato-caso:

B), abaixo.
B) NOTIFICAÇÃO COMPUSÓRIA: O alarmante número de casos, que começam a aparecer em agosto-outubro de 2015, provoca a compulsoriedade, pelo Ministério da Saúde, de notificação de Microcefalia em todo o país. A obrigatoriedade de notificação aumenta o pico máximo da curva no gráfico e a alarga em torno do seu pico para Pernambuco.

Aqui em Pernambuco existiam obstáculos consideráveis, mesmo para médicos, para se aprofundar nos dados de microcefalia existentes na Secretaria Estadual de Saúde. A SES recebia a Declaração de Nascido Vivo (DNV) de todo estado para digitalizar e assim centralizava os dados. Acontece que a DNV não contém o dado antropométrico de perimetro cefálico, somente peso ao nascer, idade gestacional e Índice de Apgar.

A notificação de defeito congenito (incluindo microcefalia) ficava dependente da observação do declarante (em geral um pediatra). Portanto, a única forma fiel de acessar dados sobre microcefalia era fazer uma busca ativa nos registros das maternidades.

Provavelmente devido a isso, o Ministério da Saúde torna compulsória a notificação de casos de microcefalia em todo o Brasil no final de outubro de 2015. Mas, não está claro neste momento se todos os estados notificam a totalidade dos seus casos.

C) VACINA DTP APÓS SEXTO MÊS DE GESTAÇÃO: Não fosse o “erro” operacional devido à vacinação de jovens no período fértil contra sarampo no Nordeste, dificilmente saberiamos do efeito da vacina DTP que está provocando Microcefalia em todo o Brasil presentemente.

Em novembro de 2014, o Ministério da Saúde inclui a vacina dTpa contra Difiteria, Tétano e Pertussis no protocolo pré-natal de gestantes no último trimestre de gestação, i. e., a partir do sexto mês de gravidez. A causa que provocou o pico máximo de casos de microcefalia em novembro de 2015, em Pernambuco, fica rarefeita e é substituída, na atualidade, por este outro fato-causa que embora presente nas notificações iniciais, era pouco evidente.

Em 2014, grande divulgação pública foi feita quanto à utização da vacina dTpa (o a significa acelular) como parte do protocolo pré-natal nacional de gestantes. Foi veiculado um acordo entre o MS-SUS para repasse da tecnologia de fabricação da dTpa no Brasil, com o apoio técnico do laboratório GlaxoSmithKline Pharmaceuticals (GSK).

O instituto Butantan, que só produzia e ainda produz a DTP ou DTPw (com bactéria viva Bordetella Pertussis, da coqueluche atenuada) para o programa nacional de imunização, passaria a produzir a vacina sem a bactéria viva a vacina dTpa, usada no primeiro mundo.

A vacina DTP deixou de ser fabricada pela maior parte das indústrias farmaceuticas do mundo. O SUS ainda usa a DTP para vacinar as crianças de 2 meses a 7 anos. Foi também anunciado, em 2014, que o Ministério da Saúde adquirira a dTpa no mercado internacional, 4 milhões de doses, ao custo de R$ 87,2 milhões, que cobririam as 2,9 milhões de gestantes e adultos em 2015, mas que progressivamente substituiria a DTP pela dTpa para todos.

http://www.blog.saude.gov.br/34736-ministerio-da-saude-disponibiliza-no-sus-vacina-contra-coqueluche-para-gestantes.html

O problema com a vacina DTP ou DTPw (atenuada), que parou de ser usada nos EUA em 1995, é que ela causa, entre outras patologias, a microcefalia. É aqui que aparece o problema:

a) em meados de 2015, o Ministério da Saúde anuncia que não consegue comprar a dTpa no mercado internacional, pois está em “falta” e anuncia a sua troca pela vacina penta-valente, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Isso é bastante estranho, pois na rede privada de saúde do Brasil, uma gestante pode tomar, pagando, a dTpa que não se encontra em falta.

Pergunto onde foram parar as 4 milnões de doses de dTpa para as gestantes e pessoal de saúde e que seriam usadas em 2015?

Por que em 2105 toda e qualquer menção ao acordo de transferência de tecnologia para a produção de dTpa com a GSK somem no Brasil?

Também, a própria vacina dTpa não é recomendada para uso em gestantes pelos laboratórios que as fabricam, e isso está escrito nas bulas destas vacinas.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/10/30/interna_cidadesdf,504482/tres-tipos-de-vacinas-estao-com-estoque-zerado-no-df.shtml

D) O ZIKV: Uma causa e efeito devido ao ZIKV, necessariamente, acompanharia a epidemia causada pelo mosquito vetor. Não é o que a curva AZUL, Fig. 2, apresenta.

Neste momento, e desde após o pico em Pernambuco, a curva tende a uma constante de casos por dia, o que requer, em qualquer estudo de epidemias, uma causa diária constante de contaminação.

O mosquito vetor, Aedes Aegypti, é o mesmo para Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e ZIKV. É razoável considerar, ao menos em primeira ordem, que o período de uma epidemia de dengue estaria associada a uma epidemia de ZIKV no tempo. É o mesmo mosquito. O período de incubação da dengue no homem varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias; após este período surgem os sintomas de dengue; para o ZIKV isso está em estudo no momento. Mas o número de casos por dia é muito alto e se apresenta como uma constante, uma média de 15 casos dia desde o final de novembro de 2015.

A causa de efeito constante, os casos de microcefalia, requer uma contaminação constante. A VACINA DTP, a versão usada pelo MS-SUS é esta causa, pois todas as grávidas devem se vacinar após o sexto mês de gestação. Temos aqui uma constante que não existia antes de novembro de 2014 e isso explica o porque de todo o Brasil est´å apresentando casos de microcefalia.

Para ZIKV a curva estaria aumentando, acompanhando o aumento do aedes, como temos na propaganda oficial massiça neste momento. Mas o comportamento do gráfico requer uma causa CONSTANTE! A dengue em Pernambuco foi entre 15 de fevereiro ao final de abril. Isso significaria, se fosse o ZIKV, que é o mesmo aedes da dengue, uma grande contaminação neste período. Acontece que isso deslocaria a curva da microcefalia para meados de janeiro de 2016 e esta não seria em novembro de 2015!

O pico da dengue que está em 15 de abril, provocaria uma região de casos centrados em 15 de janeiro como temos aqui!

Dengue em PE 2015
http://www.coren-pe.gov.br/novo/wp-content/uploads/2015/09/Informe-epidemiol%C3%B3gico-Dengue-SE-01-a-34-1-1.pdf

Questiono, também, um dos marcadores usados para a identificação do ZIKV, o IgG, que aparece em contaminações pela rubéola/rubella, o que o torna inespecífico, exigindo, assim, uma procura pelo DNA do ZIKV, ou um marcador específico e único, para validar os testes de presença do ZIKV nas amostras provenientes de bebês com microcefalia.

CONCLUSÃO
Pelo que demonstro, as causas que provocaram e provocam o grande número de casos de microcefalia em Pernambuco estão associadas a 2 vacinas:

a) a vacina tríplice erroneamente administrada a jovens no período fértil e b) a vacina usada para coqueluche no Brasil pelo MS-SUS. Pernambuco teve, acredito, 60 municípios com sarampo em 2014. Foi recomendação oficial da Secretaria de Saúde do estado de Pernambuco que a vacinação de sarampo fosse feita em toda a população vunerável nestes municípios e em quem teve algum contato com os acometidos nestes municípios. Só esta constatação explica porque a microcefalia aparece por todo o estado de Pernambuco ao mesmo tempo. Mas isso é somente o pico máximo inicial da curva de microcefalia para PE. A largura do pico tem a ver com a notificação se tornar compusória. As notificações atuais não mais tem a ver com a vacina tríplice. O estado atual de 15 casos por dia de microcefalia em Pernambuco está relacionado com a vacina DTP, DTPw (e suas outras siglas) para difiteria, tétano e pertussis, administrada a “todas” as grávidas a partir do sexto mês de gravidez.

RECOMENDAÇÕES

Parar toda e qualquer vacinação de grávidas ou jovens no período fértil em todo o Brasil!
É muito fácil verificar o que apresento aqui:
1) Basta analisar as carteiras de vacinação das mães com crianças com microcefalia, por exemplo;
2) Fazer o cruzamento dos dados do posto de vacinação municipal, nos 60 municipios de PE com a ocorrência de microcefalia com a vacinação de sarampo;

3) Com dados oficiais completos, todo e qualquer estado da federação pode ter curvas de causa-efeito plotadas para microcefalia;

4) Apurar as responsabilidades de todas as instituições e suas autoridades, nas pessoas dos seus representantes contituídos, pelos erros e procedimentos que estão provocando este grande número de casos de microcefalia em todo o País; e

5) Acabar com esta aparente farça que pretende singularizar o ZIKV pelos casos de microcefalia no País, quando temos duas causas gritantes que explicam o porque da quantodade absurda de casos de microcefalia no Brasil.
OBSERVAÇÃO FINAL

Me coloco à disposição do MPF para maiores esclarecimentos e para a transferência da grande quantidade de documentos, matérias e artigos científicos que pesquisei, para auxiliar as investigações.”

Dr. Plínio Bezerra dos Santos Filho.
22 de janeiro de 2016.

Fonte: http://quiteriachagas.com/2016/01/28/causa-da-microcefalia-em-pernambuco-nao-e-zika-virus-foram-as-vacinas-em-gestantes-diz-estudo/

ZIKA VÍRUS e mosquitos OGM: O QUE você DEVE SABER e eles estão escondendo.

ZIKA VÍRUS e mosquitos OGM: O QUE você DEVE SABER e eles estão escondendo.

Como tem vindo a denunciar, entre outros, o pesquisador Jon Rappoport em seus últimos artigos, o vírus Zika, eventualmente, esta sendo usado como uma capa para esconder os danos causados por gigantes do agronegócio corporativos que estão causando um aumento nos casos de microcefalia em certas áreas do Brasil.O Zika se sabe que existe há décadas, se tornaria assim a cobertura perfeita para evitar enfrentar as responsabilidades superfaturada decorrentes dos danos causados pelo consumo monstruoso de pesticidas altamente tóxicos no Brasil.

Em seu terceiro artigo sobre o Zika, Rappoport centra-se em uma das potenciais causas dos muitos casos de crianças nascidas com dano cerebral e microcefalia no Brasil.


E verifica-se que outra causa potencial de tais danos, são os mosquitos geneticamente  modificados que foram lançados no Brasil em 2012, a fim de dizimar a população de mosquitos que transmitem a dengue, Zika, febre amarela e chikungunya.Os mosquitos geneticamente modificados que agora nos dizem que querem “resolver o problema”…Como disseram na RT: “Desde o primeiro momento se levantou preocupações sobre a liberação desses mosquitos geneticamente modificados sem a realização de mais estudos sobre possíveis efeitos colaterais.”

“É uma abordagem muito experimental não tem sido bem sucedida e pode causar mais mal do que bem”, disse em 2012 a Dra. Helen Wallace, diretora de GeneWatch instituto, disse ao Guardian.

Dra. Helen Wallace


Os primeiros casos humanos de Zika foram documentados no Brasil em maio passado, hoje se estima que 1,5 milhões de pessoas estariam infectadas.

Os críticos da empresa Oxitec, que é quem produze esses mosquitos geneticamente modificados, lembram que a área onde foram liberados os mosquitos transgênicos OX513A é o mesmo onde a propagação do vírus começou.

E é, de fato, a mesma área do Brasil (Juazeiro), onde agora a maioria dos defeitos de nascimento é relatada.

Desde o início do surto foram reportados no Brasil mais de 4.000 casos de bebês nascidos com microcefalia desde outubro passado.

Tudo isso deve ser considerado uma pista crucial para os cientistas e deveria ter sido a primeira coisa que teria indicado os meios de comunicação, em vez de contribuir para a paranoia de um vírus, Zika, a partir do qual não há nenhuma evidência científica como causa da microcefalia.
Mas vamos falar por um momento da empresa Oxitec, que lançou esses mosquitos transgênicos.

Para começar, note que Oxitec, recebeu ajuda do Bill Gates para seus experimentos, isso para as pessoas adequadamente informadas sobre as verdadeiras intenções eugenia às do Bill Gates, é um sinal muito ruim.

Oxitec é propriedade de Intrexon, que é de propriedade do bilionário Kirk J Randal.

 Kirk J Randal.

Intrexon está desenvolvendo uma tecnologia que utiliza biologia sintética e engenharia biológica, para fazer o “progresso” em muitos campos, desde produtos farmacêuticos para plantas e animais geneticamente modificados. A empresa tem acordos de desenvolvimento com AquaBounty, que por sua vez produz salmão geneticamente modificado (que é muito ruim para a saúde humana).

Lembre-se que a principal controvérsia em torno da produção de plantas e animais geneticamente modificados é que não há nenhum estudo rigoroso independente para garantir que eles são seguros para o consumo e não terá efeitos negativos sobre o meio ambiente.

Como afirmado Jon Rappoport, Intrexon tem o famoso Dr. Sam Broder como Vice-Presidente do Setor Saúde.

Dr. Sam Broder


Durante seis anos, Broder foi o diretor do Instituto Nacional do Câncer em os EUA, onde ele era um impulso fundamental para o medicamento antiaids (sida), o AZT peça. Esta droga inicialmente falhou em tratamentos de quimioterapia, foi levada novamente e foi submetido a um julgamento eivado de escândalos, o que levou à sua aprovação pelo FDA (Food and Drug Administration dos EUA).

De acordo diz Rappoport, o AZT é extremamente tóxico. Impede que as células humanas a partir de replicar e suprime o sistema imune, ou seja, o mesmo sistema é suposto que está combatendo ao SIDA.

O dia 28 de novembro de 2011, Intrexon acolhem-o dois novos executivos para o conselho da empresa: Robert B. Shapiro e Jeffrey B. Kindler.

Shapiro foi o ex-CEO da Monsanto e NutraSweet (fabricante do  controverso ASPARTAME, um adoçante altamente tóxico contido em muitos refrigerantes).

Robert B. Shapiro

Enquanto isso, Kindler foi o ex-CEO da gigante farmacêutica Pfizer e vice-presidente executivo e conselheiro geral da McDonald.

Jeffrey B. Kindler

Ou seja, pessoas “de confiança no domínio da saúde pública” nada mais e nada menos do que relacionados:


Com a comercialização do herbicida cancerígeno Roundup da Monsanto.

-O Tóxico Aspartame, que faz com que a obesidade, síndrome metabólica e cancro.

-O Anti-inflamatório Bextra (valdecoxib), ligado a reações alérgicas graves e ataques cardíacos em pacientes e levando a Pfizer teve que pagar uma multa de US $ 2,3 bilhões para o comportamento criminoso de comercializá-lo…

E, é claro:
-O McDonald junk food, que causou tanto dano à saúde de várias gerações.
Essas pessoas, com um “currículo tão proeminente” foram responsáveis por dirigir a empresa Oxitec, quando os mosquitos geneticamente modificados foram liberados para combater a dengue… Nenhum comentário.

Em um artigo publicado no Ativista Post, Claire Bernish revela um pouco conhecida mosquitos conexão com antibióticos utilizados na indústria pecuária.

Lembre-se que a hipótese científica que justifica o uso de mosquitos geneticamente modificados, prevê que o mosquito macho transgênico inseminam-te as fêmeas naturais, mas não proliferar geração nenhum real dos mosquitos além da fase larval, devido os genes modificados.

Mas afirma Claire Bernish em seu artigo: “De acordo com um documento não classificado da Direção do Comércio e da Agricultura do Brasil, datada de fevereiro de 2015, o Brasil é o terceiro maior consumidor de tetraciclina, um antibiótico que é fornecido em animais através dos alimentos”

 

 

Um estudo da Sociedade Americana de Agronomia, ele explica: “Estima-se que aproximadamente 75% dos antibióticos não são absorvidos pelos animais e excretados no lixo”

Um dos antibióticos especificamente mencionados no relatório por sua persistência no meio ambiente é precisamente a tetraciclina, que pode ser encontrado no solo, água de superfície e alguns alimentos.

E o que é o efeito líquido?
Um documento confidencial  interno da empresa Oxitec lançado em 2012 esclarece: a própria Oxitec reconhece que até 15% das larvas poderia sobreviver.

 

Que conclusão faz tudo isso?

Bem, nós temos alguns mosquitos geneticamente modificados libertados no ambiente, que deveriam morrer sozinho, mas na realidade, devido à contaminação de alimentos e água causada por antibiótico tetraciclina, poderia sobreviver em sua fase larval, causando o nascimento de gerações descendentes de mosquitos normais e mosquitos geneticamente modificados.

Os mosquitos, que, não são apenas vetores da dengue, mas também Zika.
Alguém já estudou os efeitos sobre a saúde humana ao ser picado por um desses mosquitos híbridos?

A resposta é clara e forte: um rotundo não.

Bem, se considerarmos que a epidemia de casos de microcefalia são produzidos precisamente na mesma região do Brasil onde esses mosquitos foram liberados, encontrou uma possível causa-efeito que ninguém parece disposto a tomar em conta.


Pode ser que mosquitos geneticamente modificados divulgados pela própria Oxitec com o apoio das autoridades brasileiras, os autores destes terríveis efeitos e auto surto de casos de Zika?
Será que o próprio vírus Zika está sendo usado como uma capa para esconder as verdadeiras causas da epidemia de casos de microcefalia entre os recém-nascidos?

O que está claro é que não há uma única evidência científica que liga o vírus Zika com 4000 casos de microcefalia apareceu no Brasil desde outubro, nenhuma.


Não há nada para justificar que, depois de 60 anos de conhecimento da existência de vírus Zika, de repente, tal surto epidêmico ocorre e aparecem efeitos até então desconhecidos e nunca antes registrados.

A única diferença entre agora e décadas atrás, é a sobreposição temporal e física óbvia entre a ocorrência desses casos de microcefalia e consumo de pesticidas altamente tóxicos no Brasil no passado, a aplicação de Tdap em mulheres grávidas no Brasil (iniciado em 2014 contra as advertências dos fabricantes) e a liberação de mosquitos geneticamente modificados empresa Oxitec e a criação provável de mosquitos híbridos cujo efeito sobre o meio ambiente e a saúde humana é absolutamente desconhecido.

Por tais provas à mídia seguem obedientemente repetindo versão oficial da OMS que não é baseada em evidências científicas e iludem falar sobre esses sinais óbvios?

Onde estão os jornalistas, aquelas pessoas que passam quatro anos estudando em uma faculdade e devem comunicar a VERDADE sobre os fatos na população?

Como é possível que nenhum deles vê o elefante na sala?

O que está claro é que, se fosse demonstrado que a epidemia de casos de microcefalia é devido a pesticidas a vacinas ou mosquitos geneticamente modificados, as grandes empresas devem enfrentar enormes multas e compensações.


No entanto, se eles acusam um vírus (que tinha sido ignorado por muito tempo por ter uma incidência baixa), as grandes empresas podem obter com a sua empresa e até mesmo expandir, trazendo supostas soluções para a epidemia, como vacinas neurotóxicas e liberação ainda mais de mosquitos geneticamente modificados, sempre com o apoio da mafiosa entidade chamada OMS que serve as grandes potências económicas.

E não é apenas uma questão de negócio e ganhar quantias obscenas de dinheiro. É também uma manobra de manipulação social em grande escala.

Eles estão colocando as fundações do mundo do futuro, uma ditadura tecnocrática em que todos nós estamos sujeitos aos projetos dos novos sacerdotes, que já não usam vestes, mas jalecos brancos e à qual devemos obedecer cegamente a ser os portadores da “verdade absoluta indiscutível”

Eles são o rosto mais visível de poder e autoridade no novo regime e ditar o futuro das populações e dos indivíduos.

Estes novos sacerdotes teriam várias maneiras: eles são médicos, físicos, químicos, biólogos e economistas.


Quando eles promulgam “epidemia” todos devem ser vacinados quando decretam que algo é “doença” todos devem tomar esta medicação quando decretam “crise” todos devem apertar os cintos e parar de usar ou aumentar a consumo conforme apropriado.

Estamos acostumados a obedecer-lhes, ano após ano, por mil e uma campanhas de terror infundadas e apresentadas como os únicos salvadores que nos separam dos desastres ou até mesmo o apocalipse.

Alguém notou que há alguns anos por aqui, a cada temporada uma nova doença de moda aparece com capacidade para se tornar “epidemia global”?

A gripe aviária, SARS, gripe suína, gripe suína, MERS, superbactérias, Ebola e agora Zika…
Não só estão usando o vírus Zika como mais do que possível capa para esconder efeitos indesejáveis causados pelas grandes empresas (se não for causada voluntariamente), mas também toda a parte de uma agenda de longo prazo.

Alguém esta disposto ver o elefante na sala?

Fontes: